O Evento

Se antes da ordem divina as trevas imperavam, hoje a luz é a protagonista da maioria das intervenções criativas.

Dos desenhos cavernículos iluminados por tochas à insistência de Thomas Edson em criar artificialmente a matéria luminosa em um bulbo de vidro, a luz não tardou em habitar as casas do planeta, nesta nossa insistência em domesticar tudo.

Artistas foram convidados a dar aparência mais agradável ao olhar depois da revolução industrial, fosse em lâmpadas, luminárias ou outros objetos “iluminados”. Alguns até apontam essa era como precursora do que conhecemos hoje como design.

Hoje, arte e design se fundem quando estilistas são convidados a criar abajures e “light designers” são inspirados constantemente pelo que rola na arte contemporânea. Escultura, moda, música, pintura, embalagem de bebida e até um prosaico prato de spaghetti (Ingo Maurer - Veramente al dente) são deliciosos temas para criações luminosas.

Em 1922, László Moholy-Nagy, professor da escola Bauhaus, criou uma escultura em movimento com discos perfurados intitulada Light-Space Modulator.

A luz que sai desta estrutura forma imagens geométricas variadas; daí a que se estabelecesse uma possibilidade artística foi um pequeno salto.

Na arte de hoje, o limite vem do que o espectador pretende ver, pois na multiplicidade de estilos não só a luz é usada como material; também sons, palavras, pessoas e coisas passam a adquirir status de arte pelo seu uso.

Quase um século depois, ainda nos causa um certo estranhamento que um artista use a luz como matéria-prima de seu trabalho. No Nordeste brasileiro, região do artista pioneiro da arte cinética Abraham Palatnik, mais de 20 artistas do Brasil e do mundo foram convidados a dialogar de alguma maneira com a luz.

A Candela forneceu os produtos e o espaço para que, em parceria com a galeria de arte Contemporarte, os artistas tivessem total liberdade de aliar seu repertório às criações luminosas.

Música, literatura, cinema, bordado, fotografia, instalações e arte interativa são apenas algumas das possibilidades que se deram nesse primeiro desdobramento.

(Fiat Lux | Wilson Neto)

Galeria

Os Artistas

Beatriz Pontes

Brasil

Nasceu em Fortaleza. Formada em fotografia na EPA - Escola Panamericana de Arte e Design. Mora e trabalha em São Paulo. Exposições individuais: Alhures - Paraty em Foco, Translucidez, no Alpendre e Hecate e Synthase (projeções), ambas em Fortaleza. Participou das coletivas: Devercidade, em Fortaleza; Cantos, no Espaco Ophicina em São Paulo; De Um Lugar a Outro, no Museu de Arte Contemporânea Dragão do Mar, em Fortaleza, e na Galeria Pretérito Perfeito, em São Paulo. Publicou na “Die Reise” – Coleção Passaportes Schoeler Editions. Integrante do Grupo Cenáculo. Desenvolve trabalhos autorais.

Obra:

“Incompletude”
O vídeo de 5’34”, produzido por Beatriz Pontes em 2012, se passa na Romênia e traz um ir e vir de indagações silenciosas. As ações ficam em aberto: não há respostas, nem soluções. O não saber, a dúvida, um fôlego. Mais do que sobre a luz, o filme tem a ver com o silêncio, imprescindível para ouvir - sem a ousadia de entender - o diálogo entre a neve e o vazio.

Carlos Macêdo

Brasil

Nascido em Juazeiro do Norte, Ceará, desde criança o artista tem envolvimento com os processos artísticos da ourivesaria. Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, UECE, Carlos Macêdo recebeu o Prêmio Nacional do Circuito Cultural Banco do Brasil, na categoria de Artes Visuais, e fez várias exposições no Brasil e no exterior, em países como Itália e Portugal. Em seu trabalho com jóias exercita desenho, pintura e escrita. Seu contato com a escultura se dá ao mesmo tempo em que manipula o fole de fundição e visita o ateliêr de Mestre Noza, bem como o galpão onde, parte a parte, foi esculpida a estátua do Pe. Cícero. Hoje, transita por linguagens artísticas diversas como desenho, gravura, pintura, escultura e relevo, escolhendo aquela que melhor se aplica ao que pretende expressar.

Obra:

“On/Off”
Composta por seis peças piramidais de aço laqueado alternadas em branco e preto - uma referência à luz e a escuridão à obra, que também alude ao posicionamento de interruptores, ON/OFF, faz parte de uma série de oito trabalhos desenvolvidos pelo artista a partir de intensa pesquisa sobre a produção da Arte Geométrica Brasileira na modernidade.

Carlus Campos

Brasil

Artista gráfico, pintor e gravador cearense. Ilustrador no jornal O Povo. Utiliza várias técnicas como xilogravura, pintura, infogravura, aquarela e desenho. Ilustrou revistas nacionais importantes como Caros Amigos e Bravo. Ganhou prêmios em salões de Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Obra:

“Knuller (intervenção)”
A intervenção Mariposa se deu na luminária Knuller, do designer alemão Ingo Maurer, “o mago da luz”. A peça, interativa, permite-se ser preenchida com papel de seda amassado, criando “sombras personalizadas”. Carlus Campos preencheu a luminária Knuller com diversos fragmentos, selecionados, de seus traços e pinturas, criando uma nova obra e uma luminária totalmente nova, repleta de reflexos, cores, luzes e tons.

Celina Hissa

Brasil

Natural de Fortaleza, Ceará, formada em Comunicação Social pela UFC, fazendo mestrado sobre coletivos artísticos. Desenvolve trabalhos investigando modos produtivos e artesanais. Diretora de arte e designer gráfica premiada, também assina a cenografia de stands (Coca Cola, Dragão Fashion), e cenários e figurinos de peças de teatro, como Ana Terra e O Guarani. Co-fundadora da Catarina Mina, marca de bolsas que alia o design sofisticado ao trabalho sustentável com comunidades de artesanato.

Obra:

“Losângulo”
A designer assina a obra sobre a luminária Tatou, da espanhola Patrícia Urquiola, em colaboração com Verônica Vieira e Diogo Gouveia. Usando madeira e fios acetinados, a artista povoa os quatro cantos de cada losângulo da luminária com cores e tramas. Sua obra é parte de uma pesquisa sobre modos de produção e faz uma relação aos modos de vida, às redes que se formam no fazer, às conexões criadas ao nos inserir na sociedade. Uma peça que se propõe a resistir aos modos produtivos que mercantilizam a vida.

Erico Gondim

Brasil

Mestrado em Design de Produto e Espaços na Kingston University de Londres - Inglaterra. Expôs no London Design Festival o projeto de mobiliário baseado em técnicas artesanais brasileiras; projetos de mobiliário e cenografia no Movimento Hotspot 2012; e no Brit Design Award de 2012. Formado em Design pelo Centro de Design do Ceará e em Artes Visuais pelo IFCE, ambos em Fortaleza, com pós-graduação em Produtos de Moda pela Universidade Católica em Fortaleza e em Design Estratégico pelo Instituto Europeu de Design (IED) de Milão. O designer e artista plástico é fascinado por transformar manualmente materiais em objetos, imagens e novos conceitos de utilização. Transita pelas atividades de pintura e escultura, cenografia, design de produtos, moda e também artesanato.

Obra:

“Mobios”
A transformação de um elemento bidimensional, plano, para o contexto poético da tridimensionalidade, por meio da curva. Um processo constante de expansão e transição, a obra “Mobios” traz também referência ao espaço topológico da fita de Moebius, em que um lado da fita se encontra com o outro, tornando o que eram dois espaços em um espaço único de movimento e de deformação, contínua e infinita. A obra de Erico Gondim na Exposição Mariposa nasce da fusão entre arte e design, escultura e objeto iluminante.

Gentil Barreira

Brasil

Fotógrafo autodidata, iniciou as primeiras experiências com fotografia aos 11 anos, montando um pequeno laboratório para revelar seus filmes. Cursou Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, mas, antes de concluir os estudos, voltou a Fortaleza, onde vive até hoje. Frequentou a faculdade de Comunicação na Universidade Federal do Ceará, período em que profissionalizou-se como fotógrafo. A influência dos experimentos da Arquitetura e os conceitos e ideias da Comunicação marcaram de forma decisiva seu trabalho e as pesquisas que desenvolve com a fotografia. Realizou diversas exposições individuais e participou de importantes coletivas, no Brasil e no exterior. Sua obra, diversas vezes premiada, está presente em acervos de instituições culturais e representada em livros, catálogos, revistas e sites.

Obra:

“Coração Sertão”
No sertão do Ceará, as estações de sol e de chuva transfiguram a terra em paisagens opostas. A natureza desafia o olhar de quem a atravessa. Nos últimos três anos, Gentil Barreira retratou o ciclo de vida da natureza árida da caatinga. Um cenário recorrente das memórias da infância, em uma revisitação que tomou novo rumo quando se deu a estiagem mais intensa das últimas décadas. A interpretação desse contexto deu origem ao projeto Coração Sertão, no qual fotografia e literatura se reúnem para compor livro e exposição, sob a luminária Costanza/Luceplan.

Guiomar Marinho

Brasil

Tapeceira paranaense radicada no Ceará. Desde 1953 dedica-se à pesquisa de fibras e sua aplicação na tecelagem manual, desenvolvendo técnicas e padrões, sobretudo em peças utilitárias. Foi aluna de Jean Pierre Chabloz. Expôs no Palácio da Abolição (1970), na Galeria Oca (1975), na Galeria Ignez Fiuza e Galeria Olivetti do Brasil (1983). Sua obra está no acervo de várias instituições públicas, embaixadas e consulados, como BNB, DNOCS, TRT, TJF, e em diversos países como Alemanha, Argentina, Bélgica, China, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Uruguai, entre outros.

Obra:

“Ariette Rebelde”
O objeto materializado é o substrato da ideia, inspiração ou o que leva o artista à realização de um trabalho. A essência, porém, não está no objeto materializado, mas na memória imaterial do autor. E assim, as lindas luminárias da época vitoriana, com franjas em fios de seda, passamanarias e outros penduricalhos vieram para hoje e se transformaram em franjas de palha de seda ligadas ao desenho moderno da luminária Ariette, da Flos. O material utilizado é a palha de seda rústica, da terra natal da artista.

Luzia Simons

Brasil/Alemanha

Nascida em Quixadá, Ceará, Brasil. Licenciada em História pela Universidade de Paris VIII-Vincennes, Estudos de Artes Plásticas Sorbonne. Vive e trabalha em Berlim. A artista é representada pela Alexander Ochs Galleries, Berlim; Galeria Fabian & Claude Walter, Zurique, e Galeria Nara Roesler, São Paulo. Sua obra está presente em importantes coleções públicas como DZ Bank em Frankfurt; Kunsthalle Emden, Staatsgalerie Stuttgart, na Alemanha; UBS Art Collection, Zurique, Suíça; Casa de Las Américas, Havana, Cuba; Fonds National d’Art Contemporain, Paris, França; Coleção Pirelli do MASP, São Paulo, e no MAM, Rio de Janeiro, entre outras. Recentemente realizou a exposição individual “Amazonas Path” em Berlim e a instalação “Segmentos” no Octógno da Pinacoteca do Estado de São Paulo; participou das exposições coletivas “Flowers and Mushrooms”, Museum für Moderne Kunst, Salzburg, Austria; “O Artista e a Bola”, OCA Museu da Cidade, São Paulo e da Bienal Internacional de Curitiba.

Obra:

“Tickets”
Na Exposição Mariposa a artista traz a sua obra “Tickets”, uma colagem digital trespassada pela luz e pelo movimento, carregada de idas e vindas, de fragmentos de tempo, de velocidade e de sombras. A convite da curadoria, Luzia Simons adaptou uma obra realizada na Europa para não só participar do projeto como também ser a imagem que recepciona o público, na vitrine iluminada. Cor e transparência atraem de longe quem circunda o coração da cidade, ocupando seu espaço nesta exposição que dá luz a arte... e dá arte à luz.

Marcelo Santiago

Brasil

Natural do Ceará, artista visual, cenógrafo, designer, escultor e professor. Cursou a Escola de Artes Visuais Parque Lage, no Rio de Janeiro. Esteve no MAM e na Galeria Thomas Cohn - Arte Contemporânea, onde aprendeu com o próprio Thomas e também com “mestres” como Frans Krajcberg, Hilton Berredo, Daniel Senise e Guillermo Kuitca. O artista desenvolve objetos, esculturas e mobiliários exclusivos com materiais diversos; além de museografia para exposições, projetos de cenografia, figurinos para dança, teatro e vídeo.

Obra:

“Fish Raio-X”
Impressão em acrílico e chapa de aço, da fase do artista em que ele se apropria de diferentes suportes utilizando o tema “Espinhas de Peixe”. O mesmo tema visto através de diferentes materiais e linguagens, observando as variações de significados e as relações entre o conteúdo e forma de cada experiência. O uso do Raio-X como possibilidade estética, revelando as espinhas ainda dentro do peixe, cria uma metáfora sobre o quanto estamos imersos em radiações que ora nos revelam, ora nos ocultam diante das armadilhas de sedução. Ou “iscas”, em anzóis. Consumo e descarte através da LUZ.

Marianne Stüve

Alemanha

Nascida na célebre cidade alemã de Hamlin, em Weser. Seu pai era ferreiro, especializado em malhas de arame e ferro forjado para decoração, ofício que Marianne aprendeu desde cedo. Estudou História e Arte Francesa na Sorbonne, e História da Arte em Siena, Pisa, Perugia e Veneza. Viveu em São Paulo, Brasil, na década de 80, quando foi a co-fundadora da Ponte Cultura eV, um importante Intercâmbio Cultural Brasil-Alemanha. Atualmente vive entre Nuremberg, Alemanha e São Dézéry, França.

Obra:

“Tropfen - Gotas”
Cada gota é valiosa. No seu trabalho em vídeo, desenvolvido em conjunto com Klaus Treuheit, Marianne Stüve se dá o tempo para observar o lento gotejar da água, um acontecimento em si pouco espetacular. O espectador também é convidado a tomar o tempo para olhar, perceber e refletir. Estas gotas d’água são de fato irrelevantes? Ou nos remetem à idéia de que podemos estar lidando de forma pouco cuidadosa com nossas reservas de água, não considerando que cada gota de água, em si, é valiosíssima?

Nathalia Canamary

Brasil

Nathalia Canamary, graduada em Arquitetura e Urbanismo, sempre se interessou por design. Em 2012 dedicou-se a estudar joalheria contemporânea e escolheu a Escola Walka, no Chile, para passar uma temporada. O Ateliê Nathalia Canamary cria peças de joalheria que unem sofisticação e simplicidade através do design, desenvolvendo trabalhos para um público em sua maioria jovem e que curte acessórios com design exclusivo e de linhas simples. Hoje, o Ateliê ministra um Curso de Joalheria básica, que visa difundir técnicas que permitam aos alunos confeccionar joias usando metais (preciosos ou não) e outros materiais alternativos. Os alunos também são estimulados a criar suas próprias linguagens, imprimindo a suas identidades nos trabalhos desenvolvidos.

Obra:

“63Cu+37Zn”
Leveza e brilho são as características da luminária 24 Karat, de Ingo Maurer, que chamaram a atenção da designer. As placas de acrílico com lâminas de ouro parecem flutuar suspensas por finas hastes, que as mantém em equilíbrio sutil. Na série “63Cu+37Zn” ela buscou traduzir esta leveza com placas metálicas que se sobrepõem e são sustentadas por fios elétricos. As peças não produzem luz, mas sua textura faz com que a luz seja refletida ao redor, criando um brilho dourado que muda de acordo com a posição do observador e o movimento das placas. Como “nem tudo que reluz é ouro” e nada é eterno, este brilho também tende a se apagar: as placas são de latão, que oxida com o contato dos usuários. Por sua vez, o contato fica registrado na peça e conta a sua história.

Paula Tesser

França/Brasil

Paula Tesser viveu 15 anos em Paris onde concluiu doutorado em Sociologia sobre o Mangue Beat e Chico Science, na Sorbonne. Nesse período, gravou para a Warner em Amsterdam e para a Wagram em Paris. Também compôs e cantou para o cinema francês em “Trois Zéro” e “Quelqu’un de bien”. De volta a Fortaleza gravou “Retrato do vento”, com composições de Valdo Aderaldo e o dueto “Zum Zum”, com Fausto Nilo. Participou do filme “Agnés Varda De ci, de lá”, da cineasta francesa Agnés Varda, cantando “Samba do Metrô”. Seu primeiro disco solo, Valha, foi gravado entre São Paulo e Fortaleza, com produção e arranjos de Dustan Gallas.

Nicolas Gondim

Brasil

Nicolas Gondim é formado em Estilismo e Moda pela Universidade Estadual do Ceará, e pós-graduado em Imagem de Moda e Styling pelo SENAC, SP. São mais de 20 anos em um trabalho diversificado no âmbito da fotografia, envolvendo os segmentos da moda, música e comportamento. Atua principalmente em editoriais para revistas, fotos de divulgação, ensaios para artistas, parcerias com agências e cobertura de eventos artísticos. Na música, fez capas e encartes dos CDs da performática cantora Karine Alexandrino e tem participado com fotos e direção de clipes musicais da cantora Paula Tesser. Nas artes plásticas, foi premiado no Salão de Abril e insere-se em colaborações com artistas como Yuri Firmeza, Zé Tarcísio e Mauricio Coutinho.

Obra:

“Incógnita”
Imagem , som e movimento são vetores que se encontram no projeto “Incógnita”, um duo de Paula Tesser e Nicolas Gondim. O movimento da boca, a expressão dos lábios que cantam, são momentos capturados e multiplicados, em uma proximidade que torna o espectador voyeur. O indiscreto mistério da boca de uma cantora que, refletido, desdobrado, se transforma em mariposas, em formas simétricas que parecem poder voar. E assumem o sabor da sedução, da delicadeza, da palavra, do silêncio e da luz, ao som de “Bolero Negro” (música de Dustan Gallas, letra de Fausto Nilo).

Pedro Parente

Brasil

Empresário na Anima Informática, onde desenvolve sistemas para empresas e investe no desenvolvimento do software Corisco, ferramenta que tem como objetivo auxiliar na criação de obras interativas, um projeto voltado a artistas de variados interesses. Videomaker, diretor, roteirista, iluminador, cenógrafo, artista gráfico e vídeo-artista digital. Atualmente em uma nova fase, com trabalhos em pinturas, colagens, fotografias e arte digital, misturando todas as técnicas na elaboração de quadros e/ou infogravuras. Participa com a obra Trilhos Urbanos no 4º Congresso Internacional de Arte e Tecnologia, na Escola de Belas Artes, RJ.

Obra:

“O Acaso Me Protege”
Obra desenvolvida especialmente para a Exposição Mariposa, a partir de pinturas, fotos e gravuras do artista, em Instalação Audiovisual que traz combinações de fragmentos de imagens, com transição em looping e trilha sonora de autoria dos Titãs, cujo refrão repete o título da obra. A combinação aleatória pode formar 365 imagens finais diferentes, com destaque para a foto da sombra do artista, colorizada, em processo eterno de mutação, como sua obra.

Rita Kriege

Alemanha

Nascida em Pforzheim, na Alemanha. Mestre de Padrão Têxtil e Desenho de Superfícies na Academia de Belas Artes de Nürnberg/Alemanha. Tem ateliêr particular em Nürnberg , onde realiza consultorias de decoração, decoração técnica, ambiental e instalações de Iluminação. Seus objetos de trabalho artístico são a luz, as cores, o espaço e a oscilação. Participou, entre exposições individuais, coletivas e premiações, em mais de 40 eventos em vários locais do mundo, como Alemanha, Itália, Polônia, Suécia, Japão e Brasil.

Obra:

“Lichtzeichen”
Rita Kriege fotografou em retrospectiva suas instalações urbanas, arquitetônicas e detalhes de obras menores, cujo tema ronda a fosforescência. As lâminas foram impressas utilizando um pigmento especial que reage à luz ultravioleta, além de usar cores especiais em tons flúor. O resultado é um conjunto de obras distintas quando submetidas a diferentes configurações de luz.

Robin Glass

Brasil/Inglaterra

Artista, músico e videomaker anglo-brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, vive em Miami Beach, USA. Estudou Belas Artes no Rio de Janeiro e Teologia em Londres. Expôs recentemente na Artist’s Studio Gallery, em Miami, a obra “The Right to Remain Silent”; e na Friedman Gallery, em Nova Iorque, a obra “Rice and Beans” – esta também na coletiva Art at the Marquis, em Miami. Na Filmaka Competition recebeu o primeiro lugar em 2011 com a obra “Cell Music” e em 2010, o prêmio do Júri com “Predestination”. No Cisco Systems recebeu o primeiro prêmio com “Digital Crib”. Na web, a obra de Robin Glass conta com mais de 850.000 views.

Obra:

“Douspart”
Filme autobiográfico. “Until death do us part” (“até que a morte nos separe”). Assim fecha-se a promessa ameaçadora que se faz perante o autoproclamado representante de Deus. Assim ata-se o nó de um “cabo de guerra”, que num ciclo, aparentemente sem fim, arrasta o outro para o abismo enquanto busca a superfície para respirar. O filme dá à luz o fim doloroso de um casamento.

Ronaldo Mafra

Brasil

O artista mineiro trabalha há 39 anos com design, decoração e principalmente iluminação. Trabalhando com as principais grifes internacionais de iluminação, teve a oportunidade de aprender com expoentes do design mundial. Suas peças minimalistas, algumas premiadas, tem a luz como protagonista. Colecionador de obras de arte, Ronaldo Mafra sempre foi aficionado por esculturas de cabeças. Idealizou algumas cabeças em arte contemporânea e, como não encontrou nada parecido para comprar em suas andanças pelo mundo, resolveu fazê-las ele próprio. Assim começou o “cabeçário”, seu ateliêr, onde nascem esculturas de cabeças que recebem colagens de suas criações em arte digital, materiais ecléticos ou firmes pinceladas.

Obra:

“Boris Insight”
O artista criou uma escultura/objeto a partir de metal (latão) e lâmpadas sucateadas. A cabeça representando o pensamento, as lâmpadas representando as ideias, que acendem uma a uma. A razão encontrando o lúdico. A forma da lâmpada incadescente será sempre um ícone da luz elétrica e das boas ideias - assim, simples e nua, como nasceu. O insight: transformar a sucata em algo novo, que dialogue com as artes.

Sisters Gullassa

EUA/Áustria

Nascidas em Berkeley, Califórnia. Lise vive em Santa Cruz, Califórnia, e Cyrille reside em Viena, Áustria. Um trabalho em conjunto, na Romênia, foi o empurrão para que as irmãs começassem sua empresa de consultoria criativa internacional. Entre os clientes estão Clinique, TheNorthFace, Gap, Godiva e Converse, que exibem a marca registrada “VividLiving” de Sisters Gulassa: um “tour de force” de cores, padrão e paixão. As irmãs se encontram no espaço cibernético para o trabalho e no mundo real para viagens de inspiração e de apresentações em mostras internacionais de design. Entre seus próximos projetos, destacam-se a criação de padronagens decorativas para a marca Emily Ziz da Austrália e uma coleção de moda praia para a Hapari Internacional.

Obra:

“Foscarini (intervenção)”
A convite da curadoria, essas duas irmãs artistas resolveram fazer uma interferência cheia de vida, usando seu mostruário de cores e texturas para moda e design. Várias estampas com referências biológicas foram aplicadas às formas orgânicas da luminária Foscarini Orbital. Os temas vibrantes rondam as mais luminosas estações do ano, o vívido clima tropical e a flora dos países onde cada uma reside atualmente.

Socorro Acioli

Brasil

Socorro Acioli é jornalista com Mestrado em Literatura Brasileira e Doutorado em Estudos de Literatura. Publicou livros de diversos gêneros, contos infantis e romances juvenis. Foi selecionada para a oficina “Como contar um conto”, ministrada pelo Prêmio Nobel Gabriel García Márquez na Escola de Cinema de San Antonio de Los Baños, Cuba, e escolhida pelo próprio García Márquez a partir da sinopse do romance “A cabeça do santo”, ainda inédito. Foi pesquisadora visitante na Biblioteca Internacional de Juventude de Munique, Alemanha, e proferiu palestras em Portugal, Bolívia, Colômbia, Cabo Verde, África do Sul e Líbano. Primeiro lugar no Prêmio Jabuti de literatura com o livro “Ela tem olhos de céu”. Este ano publicou o romance adulto “A cabeça do Santo” pela Companhia das Letras, traduzido para o inglês pela editora Hot Key Books, de Londres.

Obra:

“O tempo de sonhar é perto da luz.”
Das claras lembranças dentre as memórias de infância da escritora, de quando ela se perguntava “por que os insetos amam tanto a luz?”, “será que eles sabem que seu tempo é tão breve?”, “será que os insetos sonham com a luz?”... Destas perguntas de criança, surgiu a frase escolhida para participar da exposição Mariposa. Segundo a autora, a sentença poderia ser dita por uma mariposa, pensando sobre o ato impulsivo e apaixonado de procurar a luz e fazer disso a beleza maior de sua breve e diáfana existência.

Tércia Montenegro

Brasil

Professora e escritora com graduação em Letras, mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Sua obra de estreia, o livro de contos “O Vendedor de Judas”, recebeu o prêmio Funarte e é adotado como paradidático em diversas escolas em Fortaleza. Outras obras: “Linha Férrea”, “O Resto de teu Corpo no Aquário”, “O Tempo em Estado Sólido” (finalista do Jabuti e do Prêmio Portugal Telecom em 2013) e “Os Espantos”. Seu romance “Turismo para cegos”, a ser lançado em 2015, recebeu a Bolsa Petrobras de Criação Literária.

Obra:

“Luz”
A convite do curador para essa exposição, Tércia escreveu um poema sobre o eterno verão de Fortaleza, capital da Terra da Luz. O mais recente livro da autora, inclusive, trata desta cidade através de crônicas organizadas na forma de verbetes: é o “Dicionário amoroso de Fortaleza”, editado pela Casarão do Verbo. Uma instalação dourada e construtivista foi concebida para uma leitura que pode ser compreendida de diversas maneiras.

Vera Dessart

Brasil

Nascida em Santos, São Paulo, Brasil. Cursou a Escola Paulista de Arte e Decoração, criando desenhos exclusivos para azulejos, cerâmicas e pinturas. Na escola Panamericana de Arte, se destacou no bico de pena. Participou de workshop sobre restauração de tapeçarias na Inglaterra e desenvolveu riscos para bordados para a Editora Abril. Em parceria com o artista plástico Wilson Neto, uniu as artes da pintura, desenho e bordado em várias exposições. Também incorporou a arte do bordado à arte da cerâmica, em homenagem a Aldemir Martins.

Obra:

“Tecere Lux”
Na exposição Mariposa a artista faz uma intervenção na luminária Cala, da Marset. A obra “Tecere Lux” traz bordado com fios italianos de algodão sobre tela de material plástico. Com a delicadeza que é característica marcante do trabalho de Vera, testemunhamos uma singela mariposa pousando sobre um emaranhado de fios. Pura luz.

Mariposa

Exposição de Arte Obras sobre luz - Luz sobre obras Candela Iluminação Fortaleza - CE - Brasil 2014

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